Rio Grande do Sul, 05 de maio de 2026 - Edição 070

FerNunes | O Fato Sem Filtro - Crédito Editorial Campanha de Mulher
Ah, que lindo. Bem-vindos ao Brasil de 2026, onde a deputada Duda Salabert (PSOL-MG, claro) acorda, olha para o espelho e decide que o problema da Previdência não é o rombo bilionário, a informalidade crônica ou a galera que prefere bico a carteira assinada. Não. O problema é que tem gente trabalhando a vida inteira sem “direito a nada”. Solução? PEC mágica: um salário mínimo para todo mundo, contribua ou não contribua, trabalhe ou não trabalhe, viva ou sobreviva. Parabéns, deputada. Você acaba de inventar a aposentadoria do “trabalhei de informal, mas o contribuinte que se foda”.
No planeta Duda Salabert, dinheiro brota da mandioca. Ela diz, com a cara mais lavada do Congresso: “No Brasil, o dinheiro tem. O que falta é redesenhar o modelo de aposentadoria”. Redesenhar? Que tal “redesenhar” o seu gabinete primeiro, madame? Só nos quatro primeiros meses de 2026 você torrou R$578.838,62 em verba pública. Isso mesmo: meio milhão e quinhentos e setenta e oito mil reais do contribuinte. Com 17 assessores. Dezessete. Eu conto nos dedos: um para fazer café, outro para postar no Instagram, três para aplaudir suas lives e o resto para... sei lá, talvez planejar a próxima ideia estapafúrdia que vai custar bilhões aos cofres públicos.
Enquanto isso, ela posa de salvadora dos informais. “É gente que trabalhou a vida inteira, mas na prática não tem direito a nada”. Mentira deslavada. Direito eles tinham: o de formalizar, contribuir e não depender de esmola estatal. Mas por que se formalizar se a Duda promete aposentadoria de graça? Essa PEC não é solidariedade, é convite oficial para a farra da informalidade. Trabalha de carteira assinada? Para quê, se o Zé do Bico vai receber o mesmo que o Zé da CLT? Incentivo perfeito para o Brasil continuar sendo o paraíso do “jeitinho”.
O financiamento? Ah, aí entra o show de pirotecnia ideológica. Lucros dos bancos (que vão repassar pro cliente, óbvio), dividendos de estatais (que já sangram o Tesouro) e uma fatia do dinheiro que paga a dívida pública (tradução: vamos enrolar credor e torcer para o juro não explodir). É o clássico “quem mais lucra ajuda a financiar”. Tradução real: quem produz, quem emprega, quem paga imposto vai bancar o estilo de vida do informal eterno. Países como Dinamarca, Canadá e Suécia têm modelos com componente universal? Têm. Mas lá o PIB per capita é três, quatro vezes o nosso, a corrupção é baixa, a produtividade é alta e o contribuinte não é tratado como vaca leiteira eterna. Aqui? Aqui a Previdência já está quebrada, o INSS gasta mais do que arrecada e o rombo cresce todo ano. Mas vamos ignorar os números e sonhar com o paraíso socialista.
A senhora tem a pachorra de dizer que “dinheiro tem”. Tem mesmo: no bolso de quem rala 12 horas por dia, paga IPTU, IPVA, ICMS, IR e ainda vê o salário minguar no supermercado. Dinheiro tem para bancar seus 17 assessores, suas emendas parlamentares e agora, se a PEC passar, mais uns trilhões em promessas eleitoreiras. O que falta não é “redesenhar o modelo”. Falta parar de eleger gente que acha que mandato é sinônimo de festa à custa do pagador de impostos. Falta presidente que não bata recorde de corrupção a cada gestão. Falta à primeira-dama que entenda que os quatro anos não são para rodar o mundo de jatinho. Falta, em resumo, responsabilidade.
Essa PEC não é generosidade. É populismo puro, descarado, com cheiro de voto. É a mesma velha cantilena: o Estado promete o que não tem, gasta o que não é dele e depois culpa “o mercado”, “os bancos” ou “os ricos”. Enquanto isso, o brasileiro médio continua pagando a conta – ou fugindo para o exterior, porque aqui o sonho virou pesadelo fiscal.

Captura de Tela do Impostômetro às 18h26, do dia 05 de maio de 2026.
Duda Salabert não está no planeta Terra. Está num universo paralelo onde contribuição é opcional, gasto público é infinito e o contribuinte é burro o suficiente para aplaudir. Infelizmente, ela não está sozinha. Tem bancada inteira batendo palmas para essa maluquice.
E você, brasileiro que acorda cedo, paga imposto em dia e ainda vê seu futuro sendo hipotecado por gente assim? Vai continuar quieto?
Comenta agora: “BASTA DE MAMATA” se você acha que já chega de eleger quem torra seu dinheiro enquanto promete aposentadoria de graça para quem nunca contribuiu. Compartilha se quer acordar mais um otário antes que essa PEC vire lei. Porque se depender dessa turma, o único salário mínimo garantido vai ser o do bolso do contribuinte.
FerNunes | O Fato Sem Filtro
