Rio Grande do Sul, 22 de abril de 2026 - Edição 063

FerNunes | O Fato Sem Filtro - Imagem Criada por IA | Grok

Enquanto o brasileiro comum aperta o cinto até o último furo, o governo federal anuncia, com cara de salvador da pátria, mais uma rodada de “renegociação” de dívidas. Segundo o especialista Marcos Mendes, do Insper, o pacote tem “potência apenas eleitoral”. Traduzindo do economês para o português claro: é palanque com dinheiro alheio. E o pior? Funciona. Porque o eleitorado, dopado por anos de assistencialismo barato, aplaude de pé a mesma mão que o afunda no buraco.

Vamos ser francos, porque a hipocrisia já está em estoque no Planalto. O governo que passa o dia choramingando que “o povo está sofrendo” é o mesmo que inunda o mercado de crédito barato para quem está no Cadastro Único, para MEI e microempresas. É como dar bebida de graça para alcoólatra e depois se gabar de ter criado o AA. O resultado? Inadimplência em patamares recordes, famílias comprometendo mais de 50% da renda só para pagar juros e um ciclo vicioso tão previsível quanto o discurso de 1º de maio.

Marcos Mendes acertou em cheio: desequilíbrio fiscal crônico, despesas obrigatórias que viraram intocáveis, baixa produtividade e má alocação de recursos. O Brasil gasta mais de R$400 bilhões em políticas sociais que, em vez de tirar gente da pobreza, criam dependentes profissionais. O Bolsa Família, esse exemplo sublime de engenharia social tupiniquim, estabeleceu valor mínimo por família e, pasmem, estimulou a explosão de “famílias unipessoais”. Divórcio estratégico? Separação de fachada? Chame como quiser. O importante é que o benefício aumente e o voto continue garantido. É o assistencialismo que não educa, não capacita, não gera riqueza — só multiplica eleitores.

O mais cínico de tudo? O governo faz isso enquanto finge resolver o problema que ele mesmo criou. Renegocia dívida com uma mão e, com a outra, subsidia novo endividamento. O cidadão que saiu do Desenrola pensa: “Ufa, o governo me salvou”. Amanhã ele volta ao shopping, ao cartão de crédito, ao empréstimo consignado. Ou seja, aprendizado negativo puro. É a versão estatal do “paga eu que é de graça”. E quando a conta chega, adivinhem? Culpa do “mercado”, dos “banqueiros” e, claro, do “legado maldito” de quem não está no poder; o maior fetiche que a esquerda e os progressistas possuem.

Mendes ainda teve a pachorra de dizer que renegociação direta de dívidas não deveria ser política pública. Claro que não. Porque o mercado já faz isso há séculos. O que o governo faz é pior: cria a ilusão de que dívida não tem consequência. Eduque financeiramente? Regule o empréstimo abusivo? Trabalhe com bancos para transparência? De forma alguma, isso daria trabalho de verdade. Afinal, é muito mais fácil jogar dinheiro público, tirar foto com a faixa presidencial e esperar a pesquisa de intenção de voto subir.

O ciclo é tão óbvio que chega a ser ofensivo:

Gasto desenfreado → dívida pública alta → juros altos → famílias endividadas → governo “salva” com mais subsídio → mais gasto → mais dívida.

Enquanto isso, a produtividade segue no fundo do poço, a economia patina e o brasileiro que trabalha paga a conta duas vezes: com o imposto que financia o circo e com os juros que paga no cartão.

Captura de Tela do Impostômetro, realizada às 13h53 do dia 22 de abril de 2026.

Alguém ainda acredita que isso é preocupação com o povo? Ou será que é só o velho e bom instinto de sobrevivência eleitoral? Mamando nas tetas fartas dos cofres públicos, distribuindo migalhas e vendendo a narrativa de que o Brasil “está melhorando”. Melhora para quem? Para os que vivem de cargo comissionado, para os que surfam na máquina pública e para os que acham que economia se resolve com decreto e selfie.

E aí, caro leitor? Você realmente acredita que o Brasil está melhor nas mãos de uma das criaturas mais corruptas do Brasil, quiçá do mundo? Ou será que já passou da hora de exigir um adulto na sala em vez de Papai Noel com cartão corporativo? O espelho está aí. A escolha continua sendo sua.

FerNunes | O Fato Sem Filtro

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