Rio Grande do Sul, 10 de fevereiro de 2026 - Ano I - Ed. 024

Brasil é 107º em Corrupção: Ouro na Série D da Ética!

Gastos sem freio e roubo liberado: façam o “L” com bastante força e paguem o boleto da desonestidade

Senhoras e senhores, preparem os confetes, estourem o espumante (aquele comprado com dinheiro de emenda parlamentar, de preferência) e façam o “L” com bastante força, porque o Brasil conquistou mais um título internacional de peso! Não, não é o Hexa, nem um Nobel, e muito menos uma medalha por saneamento básico ou educação. O troféu da vez é a manutenção da nossa gloriosa, inabalável e vergonhosa 107ª posição no ranking global de corrupção.

Isso mesmo. Segundo a Transparência Internacional, continuamos atolados na lama, abraçadinhos com o que há de mais atrasado no planeta. E vejam que ironia deliciosa: a notícia chega fresquinha neste fevereiro de 2026, consolidando a “obra de arte” que tem sido o governo do nosso querido “descondenado”.

Quem está mentindo? O espelho ou o monstro?

Você, leitor atento e pagador de impostos (a única categoria que não tem sindicato nem defesa neste país), me pergunta: “Mas como pode? A TV me diz que está tudo uma maravilha! Quem está mentindo?”.

Vamos aos fatos, sem o “juridiquês” que os togados usam para soltar compadres. A Transparência Internacional não é um grupo de tiozões do Zap. São acadêmicos e juristas analisando dados frios. Eles apontaram o dedo para a ferida: fraudes no INSS, a farra pornográfica das emendas parlamentares e rolos bancários que fariam um agiota corar.

Aí temos o governo da “alma mais honesta do mundo”. Lembrem-se: quando o “Pai dos Pobres” assumiu em 2023, estávamos em 104º. Hoje, estamos três degraus abaixo. A matemática é cruel, ela não aceita retórica de palanque. A turma do amor prometeu trazer o Brasil de volta ao mundo. E cumpriu! Trouxe o Brasil de volta para a mesa dos párias, sentadinho ao lado de nações onde a lei é apenas uma sugestão.

Se a pesquisa diz que a corrupção continua firme e forte, e o governo diz que “a democracia foi salva”, continuando a banir redes sociais e perfis dos seus desafetos, alguém está delirando. E spoiler: não são os pesquisadores. A sensação de impunidade no Brasil não é uma percepção, é um fato cotidiano. É o ar que respiramos.

A Economia do “Rouba, mas Faz”?

Você também questionou: “Como a economia pode estar bem se a corrupção vai de vento em popa?”. Ah, meu caro, aí reside o grande truque de ilusionismo.

Primeiro, precisamos definir o que é “economia bem”. Se for o governo gastando o que não tem, distribuindo dinheiro a rodo para comprar apoio e criando uma bolha de consumo artificial, os números podem até parecer bonitos no curto prazo. É a famosa “festa com o cartão de crédito do vizinho”. O PIB cresce? Cresce. Mas cresce impulsionado pelo gasto público desenfreado, o mesmo gasto que alimenta as fraudes no INSS e as emendas secretas (que agora só mudaram de nome, mas continuam com o mesmo cheiro de enxofre).

A corrupção, neste modelo de governo que conhecemos bem desde os anos 2000, não é um obstáculo para a “economia deles”; ela é o combustível. É a graxa que faz a máquina do Estado moer. Empreiteiras amigas, bancos parceiros, fundos de pensão... a roda gira, o dinheiro circula entre os amigos do rei, e as estatísticas oficiais aplaudem. Mas a conta, ah, a conta... essa vai chegar boletada no seu CPF, sob a forma de inflação ou impostos futuros.

E a desculpa da “Turma do Amor”?

Agora, a parte mais divertida: observar a ginástica mental da militância e da imprensa chapa branca para justificar esse fiasco.

Qual será a narrativa?

1️⃣ “A culpa é do Bolsonaro”: estamos em 2026! O homem já saiu faz três anos. Mas para a esquerda, o ex-presidente é uma entidade onipresente, culpada até pela chuva no fim de semana. Vão dizer que a “herança maldita” é eterna.

2️⃣ “É perseguição das elites internacionais”: quando a Transparência Internacional criticava os adversários, era a verdade. Agora que critica o “painho”, vira agente do imperialismo ianque.

3️⃣ “Veja bem, avançamos um ponto”: sim, saímos da UTI e fomos para o CTI. Grande vitória! Vão celebrar esse “avanço” pífio como se fosse a cura do câncer, ignorando que continuamos atrás de países que nem semáforo têm.

A entidade recomendou um código de conduta para os ministros do STF. Chega a ser cômico. Solicitar conduta ética em Brasília hoje em dia é como pedir silêncio em trio elétrico. O sistema está blindado. O Judiciário, que deveria ser o freio, virou sócio do acelerador.

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Conclusão: O Retrato sem Retoque

Não se engane. Ninguém está mentindo sobre a podridão; o cheiro é forte demais para ser escondido. O relatório apenas confirmou o que qualquer cidadão que tenta empreender ou viver honestamente no Brasil já sabe: a honestidade, por aqui, virou defeito.

O “amor” venceu, de fato. Venceu a lógica, venceu a moralidade e venceu o cofre público. O Brasil caiu no ranking, mas o patrimônio de muita gente em Brasília certamente subiu.

Parabéns aos envolvidos. O Brasil voltou. Voltou a ser o paraíso dos espertos e o inferno dos justos. E se você reclamar, cuidado: é capaz de ser acusado de espalhar fake news contra a democracia.

FerNunes | O Fato Sem Filtro

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